E3 - Entretenimento Levado a Sério!

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Por: Kadu Lopes

Todo ano acontece nos EUA a feira que reúne as maiores empresas do mundo eletrônico que mostram seus lançamentos de games e também as novas tecnologias do mercado. A E3 – “Electronic Entertainment Expo”, ou em português “Feira de Entretenimento Eletrônico”, teve seu inicio em 1995 e desde então acontece anualmente na cidade de Los Angeles na Califórnia no Los Angeles Convention Center. Segundo os organizadores da feira, a E3 desse ano teve cerca de 300 expositores que receberam mais de 45.600 visitantes de mais de 90 países diferentes, superando a feira de 2009 que recebeu 41 mil pessoas entre jornalistas, analistas, investidores, produtores, lojistas e visitantes.


Nós do Programa Enter fomos os primeiros da região Sul de Minas a mostrar no ano passado um “resumão” da feira e como prometido, neste sábado mostraremos a primeira parte do especial E3, começando com a empresa de Bill Gates que mostrou varias novidades do X Box 360. Aqui em nosso blog comentaremos os lançamentos dos games desse ano, então apertem seus cintos, pois nós te levaremos para um mundo onde o entretenimento eletrônico é levado a sério!


Crítica de Cinema: Shrek Para Sempre

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Por: Ronaldo D'Arcadia

No último capítulo da história de Shrek temos reviravoltas, apelo visual e um “Viveram Felizes para Sempre” ao quadrado.

O ogro preferido do público vai se aposentar, pelo menos é o que todos afirmam. Baseado no livro infantil “Shrek!” de William Steig, a vida deste querido (melhor dizendo, temível) ogro já virou tema musical da Broadway, de parques de diversões, especiais de TV, e claro, rendeu quatro longas metragens, sendo este último “Shrek Para Sempre”, o derradeiro episódio final.

A história é mais ou menos assim: “Era uma vez” um ogro chamado Shrek, que havia realizado diversas proezas em sua vida. Salvou uma linda princesa e se casou com ela. Enfrentou dragões, salvou reis, rainhas e reinados, enfrentou uma gangue de peso saída diretamente dos contos de fadas. Mas nada havia lhe preparado para a terrível “agonia” do casamento. O que antes parecia um sonho se mostrou um pesadelo. Se o inferno é repetição então Shrek estava lá. Todo dia a mesma coisa, ele já não lembrava como era ser temido e desprezado como todo ogro de verdade deve ser. Em meio a essa desilusão particular, o grandalhão recebe uma oferta tentadora de Rumpelstiltskin, um homenzinho enganador que, assim como seu nome, é bem invocado. A proposta oferecida é de Shrek passar um dia como um ogro normal, sem filhos, sem comitivas de turistas dando risadas dele indo ao banheiro, e por ai vai.

Claramente Shrek aceita, e literalmente aterrissa nesta diferente “Tão Tão Distante”, onde seu amigo Burro tem medo dele, o Gato de Botas é uma verdadeira bola de pelos, e sua amada Fiona nem ao menos o conhece, ela se tornou uma guerreira que lidera uma horda de ogros mal encarados. Até ai tudo bem, o problema é que Rumpelstiltskin tem algumas cartas na manga, e pode colocar em cheque a própria existência de Shrek. Mas no final “o beijo do amor verdadeiro” sempre pode salvar o verdão, o problema é que ele, “o amor verdadeiro”, parece mais difícil de ser alcançado desta vez.

A arte visual de “Shrek Para Sempre” impressiona. Pela primeira vez em 3D, o filme tem seus elementos muito bem explorados pela nova mania tecnológica da atualidade. Profundidades bem trabalhadas e uma nítida evolução de movimentos e expressões dos personagens em geral. Shrek parece simplesmente real frente ao espelho encarando sua crise de meia idade, tentando se convencer de que ainda é um ogro mau.

Em muitos quesitos o filme decepciona. Mesmo apresentando uma abordagem nova, o roteiro peca em um ponto crucial para a série: o humor. Apesar de se fazer de engraçado em alguns momentos, as cenas mais bem trabalhadas parecem ser as de ação e drama, deixando a comédia no piloto automático. É claro que comparar este quarto filme com os dois primeiros pode parecer forçar a barra (pois afinal um acerto é sempre mais fácil quando um personagem ainda está fresco), mas basta uma analise superficial para percebemos que está sequência traz pouco daquele celebrado humor ácido que a DreamWorks deu vida. Os momentos engraçados existem, principalmente com o Gato de Botas, com o vilão Rumpelstiltskin e, esporadicamente, com alguns ogros vendedores de “tapioca”, mas perto dos feitos do passado realmente é um retrocesso. Infelizmente o Burro perdeu muito de seu charme, e se antes era considerado um dos pontos máximos de humor da obra, neste não passa de coadjuvante raso.

Outro ponto falho é a distanciação dos temas musicais, outra marca da franquia. Com uma canção aqui e outra ali, a trilha simplesmente esquece as emblemáticas cenas de seus filmes antecessores, que traziam tributos a clássicos da música inseridos de forma inteligente na história, como “Immigrant Song” do Led Zeppelin, ou “Live and Let Die” de Paul McCartney e Wings, ou mesmo a “I Need A Hero” de Bonnie Tyler.

Se na parte musical o filme falha, na área dos contos de fadas ele pelo menos acerta. Inserindo novos personagens, a história mantém seu conceito de brincar com entidades clássicas desta nossa verdadeira mitologia ocidental moderna. Começando pelo próprio vilão Rumpelstiltskin, que vem do conto da menina fiadora que transforma palha em ouro, de autoria dos irmãos Grimm. Também dos Grimm temos “O Flautista de Hamelin”, mais conhecido como encantador de ratos, sendo que aqui ele encanta praticamente qualquer coisa, pois sua flauta 2.0 não perdoa nada nem ninguém. Além destas novas adições, o longa, devido a sua temática que aborda um universo paralelo, explora melhor outros personagens, como os próprios ogros, pois convenhamos, o Shrek e a Fiona não devem ser os únicos da espécie em “Tão Tão Distante”.

No final, “Shrek Para Sempre” é um filme mediano. Longe de ser excepcional como os dois primeiros exemplares da franquia, este último episódio traz um roteiro previsível. Mas com seu 3D muito bem utilizado e alguns bons momentos de ação, comédia e drama, temos uma opção válida para um fim de semana com os filhos. E novamente, “viveram felizes para sempre”.


Crítica de Cinema: Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar

Posted by Programa Enter

Por: Ronaldo D'Arcadia

O novo filme do mestre Hayao Miyazaki é perfeito do inicio ao fim. Com uma voz única, o diretor nos apresenta a incrível história de amizade entre Sosuke e a menina peixe Ponyo.

Para alcançarmos o ângulo perfeito de apreciação do cinema de Hayao Miyazaki, primeiramente precisamos nos desprender totalmente de qualquer outra linguagem cinematográfica dominante. Isso às vezes é complicado, pois nas realidades claramente alternativas do diretor, o que impera são suas influências e sua criatividade inovadora mediante a cultura oriental.

Desde seu começo humilde, com “O Castelo de Cagliostro”, Miyazaki seguiu uma trilha de evolução que chamou a atenção do mundo, fato que alcançou seu ápice com o sucesso de crítica “A Viagem de Chihiro”, que levou Urso de Ouro no Festival de Berlim em 2002, além de ganhar o Oscar de melhor animação em 2003. Logo em seguida veio “O Castelo Animado”, talvez mais belo e harmonioso do que seu filme anterior.

Comparações a parte, essas duas obras memoráveis deixaram todos muito curiosos em relação aos próximos passos do diretor. E assim nasceu “Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar”.Financiado pelos estúdios Disney, Miyazaki novamente encontra o equilibro perfeito para contar sua história de amizade.

Ponyo é um ser que vive no oceano. Não é um peixe, é algo mais, algo fantástico como uma sereia. De aparência estranha, é apenas corpo, cabeça e olhos, e vive com seus muitos irmãos, todos idênticos, mas ironicamente menores, fazendo de Ponyo uma espécie de “irmã mais velha”, cargo que possibilita atitudes diferenciadas, como por exemplo ir passear próximo as praias humanas, onde fatidicamente existem seus riscos. Após escapar de uma rede de coleta de lixo (muito lixo - crítica inserida de forma simples, mas contundente), Ponyo fica presa em uma garrafa, e acaba indo parar na costa. Lá é encontrada por Sosuke, um menino esperto que prontamente a ajuda, e assim se afeiçoa ao bichinho.

Mas a relação entre o garoto e o ser fantástico é um perigo para o equilíbrio natural de nosso mundo, e é por isso que forças desconhecidas, vindas dos sete mares, tentaram um resgate de emergência. Mas de qualquer forma, o pequenino peixe não deixará que o afastem dessa nova realidade que encontrou. Ponyo quer ser humana, e consegue se transformar em uma menina de verdade. O resultado desta persistência por um encontro causa efeitos devastadores, maremotos, mas esta união é profunda, e nada parece mudar isso.

Se em “A Viagem de Chihiro” e “O Castelo Animado” Miyazaki nos jogou de cabeça em universos completamente únicos, em “Ponyo...” ele inverte a jogada e introduz um universo único em nosso mundo. Existe mistério por trás da existência de Ponyo. Ela vive com seu pai, um antigo humano muito atrapalhado que é o responsável pelo bom funcionamento dos mares. Ele cuida de sua prole com muito afinco, e segue as ordens da mulher e mãe dos filhotes, ninguém menos que uma deusa dos oceanos. É interessante então analisar que o diretor se afasta do mítico ao levar Ponyo para dentro da casa de Sosuke. Muito mais do que uma simples menina, ela é uma entidade da natureza e constantemente surpreende seu novo amigo com proezas mágicas, como por exemplo, transformar um barquinho de brinquedo em um barco de verdade.

A evolução biológica, e fantasiosa, de Ponyo é fantástica e crível dentro de sua realidade. Completamente dominadas pelo o instinto, as cenas são conduzidas com maestria, nos levando absorver a evolução do ser, que vai do pequenino peixinho de personalidade forte, até a menina de comportamento extremamente cognitivo e, acima de tudo, feliz.

É claro que o deslumbre visual é outro fator muito importante. Usando técnicas de animação únicas, o filme é belo como seus antecessores. Personificações que variam entre a perfeição da modelagem, ao escracho costumeiro das formas (tão famosas entre os orientais). O mundo subaquático não segue um padrão realista e linear igual às animações americanas. Os peixes parecem criações espontâneas, ilusórias, e muitas vezes surreais. Miyazaki, pop e antenado, cria dentro deste cenário algumas curiosidades que só ele mesmo para imaginar, como por exemplo, a conexão entre as raças, onde Ponyo consegue através de uma espécie de água viva se conectar a outro peixe maior, ficando assim em uma cabine natural, onde controla os movimentos desse amálgama de seres.

Pode parecer impossível tentar comparar animações americanas (Pixar, por exemplo) com esta obra, mas semelhanças existem, principalmente no quesito natural de seus eventos. Enquanto um lado consegue explorar personalidades complexas em brinquedos, e emocionar (e muito) com elas, o outro lado utiliza a surrealidade de uma garota correndo sobre o mar revolto atrás de seu melhor amigo. Mesmo com estes cenários aparentemente fugazes, a compreensão da mensagem final é perfeita.

Colocando então Ponyo em terra firme, Miyazaki opta por abordar o cotidiano da família classe média de Sosuke. A mãe Lisa trabalha em um asilo de idosos, o pai do garoto trabalha no oceano, e se comunica com a família (que mora bem próxima da costa) por meio de códigos de luz (morse). A abordagem do diretor não poderia ser mais realista, e este talvez seja um fator de destaque do longa, um fator que aproxima ainda mais seu cinema do público mundial, mas sem perder sua essência primordial. A correria do dia a dia, uma tarde na escola, o trabalho com as velhinhas, tudo inserido a favor da história que está contando. A trilha sonora, carregada de sentimento é uma ode as obras nipônicas, e se destaca como ponte de ligação entre as cenas. No elenco de dubladores ocidentais estão Cate Blanchett, Noah Cyrus, Matt Damon, Tina Fey e Frankie Jonas, mas com certeza o áudio original em japonês é infinitamente superior devido à expressividade do idioma.

E é assim que “Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar” funciona do começa ao fim. Com roteiro e personagens inspirados, o diretor conta sua história como uma lenda de sabedoria. Talvez o desfecho possa parecer demasiadamente correto, mas este é um toque oriental que em nada afeta a obra. Acredite, eu gostaria de explorar muitos outros elementos nesta crítica, mas me falta espaço, é impossível abordar todo o universo de Ponyo em poucas palavras. Fazendo uma clara referência a seu “A Viagem de Chihiro”, Ponyo e Sosuke em certo momento se encontram frente a um túnel misterioso no meio da mata. Metaforicamente, ali seria a entrada para o mundo fantástico de Miyazaki, um lugar onde não dar uma espiada parece impossível.

Quem Foi Herbert Richers?

Posted by Programa Enter

Por Kadu Lopes

Quem nunca ouviu essa nostálgica frase nos filmes dublados? E quem nunca se perguntou: Quem diabos é Herbert Richers? Com uma comunidade no orkut de mais de 10 mil membros, o nome Herbert Richers se tornou  um ícone da cultura pop do país. Parece besteira, mas entre versões como Marshmallow, AIC Rio, Gota Mágica, etc, ela é a que mais se destacou por se tratar de um nome de uma pessoa. Muitos acham que o nome é fictício, mas na verdade o Herbert existe!
 
Hebert nasceu em Araraquara no interior do estado de São Paulo e aos 19 anos mudou-se para o Rio de Janeiro. Lá começou a trabalhar com o seu Tio no maior Laboratório Cinematográfico do Brasil, e em 1950, oito anos depois de chegar nas terras fluminenses, fundou sua própria empresa a Herbert Richers S.A. Depois disso muita coisa aconteceu, produziu filmes como “Os Cafajestes”, “Meu Pé de Laranja Lima”, "O Assalto ao Trem Pagador", "Vidas Secas", "Bonitinha, Mas Ordinária", "Pão de Açúcar", "Selva Trágica", além de ser um dos precursores da dublagem no Brasil.

Foi ele que introduziu a dublagem como a conhecemos no Brasil, com a ajuda de ninguém menos que Walt Disney. O motivo dessa técnica ser fundamentada em nosso país foi péssima qualidades  das legendas da época, e unidas a TV preto e branco, e sem definições, devia ficar uma maravilha!

Resolveram então colocar vozes nos filmes pra dar mais qualidade para a distribuição, o que tornou a vida daqueles que não sabiam ler, e as pessoas que queriam algo de qualidade para assistir, mais fáceis.

Um dado interessante é que a empresa hoje em dia lança cerca de 150 horas de filmes, 70% da dublagem exibida nos cinemas. Isso explica o porquê de tantas vezes ouvirmos o “Versão Brasileira Herbert Richers” nos filmes que assistimos dublados.

Fora isso, Herbert possui um dos maiores estúdios de dublagem da América Latina, com mais de 10 mil m2 e ainda hoje trabalha com dublagem (Lógico) filmagens e legendas.
  
Infelizmente em 2009 Hebert Richers faleceu aos 86 anos de idade, mas com certeza ele ficará eterno em nossa memória, pelo menos nós que nascemos na década de 70 e 80 nunca vamos esquecer a famosa frase “Versão Brasileira Herbert Richers”.

Ouça a nostálgica frase :

 

Clipe Musical: Marron 5

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Por Kadu Lopes


Depois do sucesso estrondoso de “It Won't Be Soon Before Long”, (álbum que vendeu mais de 2,5 milhões de cópias só nos Estados Unidos e cerca de 5 milhões no mundo), a banda americana “Marron 5” lançará seu novo trabalho no dia 21 de setembro, intitulado “Hands All Over”. Enquanto ele não chega, o vocalista Adam Levine, em entrevista para a revista Rolling Stone, disse que o título do álbum fala:

“Sobre desesperadamente tentar fazer as coisas funcionarem, mas ao mesmo tempo, tentar lavar suas mãos de algo, também. É o desespero de querer que tudo funcione de alguma forma, mas estar frustrado pelo fato de que não funciona.”

O Primeiro single chamado “Misery” já tem seu vídeo clip, que você pode conferir abaixo.


O Novo e Velho Amigo da Vizinhança!

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Por Kadu Lopes

Há algum tempo atrás descobrimos que não teriamos mais uma seqüência da saga do Homem Aranha, e sim uma reformulação de seu universo nas telonas, assim como Batman e Superman. Desistiram da produção o diretor Sam Raim (que conduziu os três filmes da franquia), e o ator Tobey Maguire, que interpretava o personagem. Agora foi anunciado no dia 1º de Julho que o novo “cabeça de teia” será Andrew Garfield, em uma nova adaptação que mostrará o inicio da saga do amigo da vizinhança, desde da picada da aranha radioativa até suas aporrinhações na escola.

Andrew ficou conhecido por seus papéis em "Leões e Cordeiros" e "O Mundo Imaginário do Dr.Parnassus". Para ganhar o papel ele concorreu com nomes de peso como Zac Efron, Daniel Radcliffe e Robert Pattinson. O filme, que deve começar a ser gravado em dezembro, terá o roteiro de James Vanderblit e direção de Marc Webb. O longa tem previsão de estréia para julho de 2012 e será lançado em 3D.

Se for o Universo Ultimate vai ficar perfeito!


Ser Nerd está na Moda!

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Há algum tempo venho me deparando com várias séries dedicadas a Não-Nerds mas com temáticas nerd, caraterizadas com a inserção de ficção cientifica em seu enredo e piadas a base de histórias em quadrinhos. Bom, primeiro vamos a uma breve explicação do que vem a ser o termo nerd:

“Nerd é um termo que descreve, de forma estereotipada, muitas vezes com conotação depreciativa, uma pessoa que exerce intensas atividades intelectuais, que são consideradas inadequadas para a sua idade, em detrimento de outras atividades mais populares. Por essa razão, um nerd é muitas vezes excluído de atividades físicas e considerado um solitário pelos seus pares. Pode descrever uma pessoa que tenha dificuldades de integração social e seja atrapalhada, mas que nutre grande fascínio por conhecimento ou tecnologia.  Segundo uma definição de Lia Portocarrero Amancio, "…é o rapaz (ou moça) que nutre alguma obsessão por algum assunto a ponto de a) pesquisar; b) colecionar coisas; c) fazer música; d) escrever sobre (normalmente acompanhado de pesquisa); e) não sossegar enquanto não descobrir como funciona; f) não dormir enquanto o programa não rodar."
                                                          

Existem vários sub-grupos, como os Geeks, Gamers, RPGistas, Cosplayers, Otakus, etc, etc, etc... que eu nem vou aprofundar mais, o importante é entender que existe está vasta gama de gêneros que podem ser relacionados ao mundo nerd. Nas séries atuais da televisão temos algumas que mostram o mundo desses aficionados, que servem tanto para os nerds, quanto para os não-nerds.

Exemplo disso é a renomada série “Lost”, criada por JJ Abrams, que traz um mundo que explora várias facetas da ficção científica, psicologia, filosofia, entre outras coisas que são do cotidiano imaginativo dos fãs. Temos também o sitcon “The Big Bang Theory” que mostra a vida desse público, e cativa pela ingenuidade e sua dificuldade de socialização. Temos também "Vampire Diaries", para os nerds adolescentes e que curtem a série "Crepúsculo". A repaginada “V” , um remake de uma série de 83 que conta a história de uma raça de alienígenas que chega a Terra com aparentes propositos pacíficos, mas na verdade a dominação do mundo é sua missão primordial.



Mas foi a série "The Guild" que me chamou a atenção (servindo de inspiração para este tópico). Ela é online e foi criada especialmente para o youtube. O espetáculo gira em torno da vida de um clã chamado de "The Knights of Good", que desempenham inúmeras horas de um jogo MMORPG (Jogo de RPGonline). A história centra-se em Codex, a Sacerdotisa que tenta levar uma vida normal depois de um de seus companheiros de guild, chamadoWarlock Zaboo, aparece em sua porta. O sucesso da série possibilitou parcerias com grandes marcas como MSN, XBOX Live e Zune, e as duas primeiras temporadas estão sendo vendidas em DVD.



A série é bem segmentada, e essa sim pode ser considerada “De Nerds para Nerds”. A obra nos mostra que o mundo dessas pessoas, que antes sofriam muito preconceito (hoje ainda existe muito), mudou drasticamente com a polarização de sua cultura, veiram a tona então histórias antes destinadas para um grupo especifico, e que agora podem ser assistidas por todos.