Não Vai Subir Ninguém, De Novo!
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Com a entrada do vocalista Bruce Dickinson, e com a realização do mitológico disco “The Number of the Beast” em 82, a banda mergulharia para o sucesso. Discos foram queimados, preces foram feitas, mas não adiantou, nada impediu que o Iron Maiden se tornasse um ícone mundial do Heavy Metal, com letras ousadas e sonoridade brutal. Nos dias de hoje, as vésperas de lançar seu décimo quinto álbum de estúdio, o esperado “The Final Frontier”, os integrantes já se preparam para uma possível turnê mundial, que com certeza passará pelo Brasil, pois afinal, nossa recepção é sempre calorosa, e eles sabem muito bem.
O programa Enter em parceria com a U2 CD Shop, traz uma promoção imperdível para os metaleiros de plantão!Posted by Programa Enter
Parece que o mundo das TVs em 3-D e dos Blu-Rays alcançou a Disney, o produtor Don Hahn direto do reino Unido foi promover o lançamento de A Bela e a Fera em Blu-Ray e aproveitou para comentar sobre as novidades do mundo da turma do Mickey Mouse. Disse em entrevista para a revista empireonline.com logo teremos "O Rei Leão em 3-D" mas que será uma conversão sem pressa e não há previsão para a volta da animação para as telonas.
Não, não é o novo filme do bruxo inglês, mas sim a nova empreitada do ator britânico Daniel Radcliffeque que tenta, inutilmente, sair da pele do personagem que fez a carreira dele se destacar. Com o fim das filmagens do último Harry Potter, ele estará em um drama de guerra chamado "Nada de Novo no Front" um remake (Olha eles ai de novo! É só remake) baseado em um livro de Erich Maria Remarque, foi lançada em 1930 e ganhou um Oscar.
Peter Jackson não aceita dirigir "O Hobbit", adaptação do primeiro livro de J. R. R. Tolkien que após algum tempo escreveria a saga “O senhor dos Anéis”, um clássico da literatura e um épico dos cinemas. O Motivo? Simplesmente grana! Jackson tem um processo contra a New Line em razão da distribuição dos lucros de "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel". Quando surgiu a chance de Jackson voltar ao universo de Tolkien, com a MGM anunciando seus planos de fazer dois filmes, o diretor informou à New Line que só aceitaria fazer parte do projeto se o processo fosse resolvido antes.
o diretor de “O Labirinto do Fauno”, dirigir o longa dos Hobbits, mas ele já é carta fora do baralho devido aos problemas financeiros da MGM e constantes atrasos da produção. Del toro tem diversos projetos que pretende desenvolver, como por exemplo uma releitura do clássico "Frankenstein", e devido a isso, não tem muito tempo a perder:Posted by Programa Enter
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por Ronaldo D'Arcadia

Com beleza e respeito, “Brilho de uma Paixão” explora o romance por traz das inspirações do poeta inglês John Keats
Entre olhares e meias palavras, a diretora Jane Campion conta a história do icônico poeta John Keats e suas duas paixões: a poesia e Fanny Brawne. A primeira ele conquistou com muito esforço. Mesmo sendo enxovalhado pela crítica com seu longo poema “Endymion” em 1818, o jovem nunca se abateu, procurando se aprimorar cada vez mais para assim alcançar a perfeição. Já a segunda aconteceu de forma natural, como toda a paixão deve ser, mas um relacionamento do século 19 não dependia apenas da naturalidade de seus eventos.
Keats morava com seu amigo e companheiro de poesia Mr.Brown, um sujeito de caráter expansivo e personalidade amarga. Os dois viviam em meio à família Brawne, que era senhoria da casa em que moravam. Conforme o tempo passava, o relacionamento entre o poeta Keats e a garota de personalidade forte Fanny, se mostrava certo, apesar do jovem não possuir garantias mínimas do sustento da moça, o que era altamente recomendado pelas convenções matrimonias da época. Mesmo assim o envolvimento nasce, mas como esta é uma história de amor baseada em fatos reais, seu final esbarra em uma dura realidade.

Jane Campion conduziu o longa de forma tradicional e com muita pericia. Alicerçada pela ótima história que estava contando, destacou a inspirada fotografia de Greig Fraser, que revela a beleza da forma de seus cenários e personagens: os piqueniques na grama, as cores vivas das flores, as crianças que capturam borboletas, o poeta que se deita no topo da árvore, e a mulher que lê poesia junto à janela. Com muita fluidez, a diretora neozelandesa - que já conquistou a Palma de Ouro com o excelente “O Piano”-, não perde seu foco em momento algum, trabalhando de forma impecável os jogos de interesses, manipulações camufladas e sentimentos guardados tão costumeiros daquele período.
A atriz Abbie Cornish, que já viveu outra excelente história de amor ao lado de Heath Ledger no lisérgico “Candy”, consegue encontrar a maturidade exata para sua personagem. Fanny é uma mulher a frente de seu tempo: preza uma boa conversa, se mostra inventiva e talentosa com a costura da época, e também se interessa em aprender poesia. Suas angústias, envolvendo seu complicado romance, são sentidas com pesar pelo telespectador, sendo este o ponto de destaque da atriz. Dona de um olhar profundo, belo e ao mesmo tempo triste, seu semblante de esperança muitas vezes se contrasta com as impossibilidades impostas pelos fatos ao seu redor. Racional e estruturada, a personagem é com certeza os olhos e os sentimentos de seu público, que torce pelo amor do casal, mesmo sabendo que uma vitória é impossível.
Já a interpretação de John Keats ficou a cargo do vívido Ben Whishaw, que chamou atenção no sensorial “Perfume – A História de um Assassino”, e no surreal “Não Estou Lá”, que conta a história do cantor Bob Dylan. Neste “O Brilho de uma Paixão”, o ator mostra sua dedicação com a personagem, realizando uma interpretação inspirada e com sensibilidade, uma tarefa nada fácil, pois o peso dessa personalidade real apresentava suas responsabilidades. O interprete consegue encarnar este poeta sobrecarregado que acabara de perder seu irmão devido a uma grave doença. Todas as relações burocráticas ao redor de Keats fizeram com que ele vislumbrasse um futuro incerto, onde não encontrava possibilidades de concretizar a relação com sua amada. Este mesmo futuro acabaria culminando na aceitação fatídica de sua morte, mediante seu grave quadro de saúde.
Como coadjuvante de destaque do filme temos Paul Schneider, como o já citado Mr.Brown. O ator alcança o tom certo para este detestável amigo de Keats, que, apesar de suas palavras muitas vezes hostis, no fundo de seu coração carregava uma grande apreciação e preocupação por seu amigo, sendo suas atitudes uma forma pretensiosa de proteção.
John Keats teve uma vida curta. Morreu aos 26 anos de tuberculose na Itália. Mesmo com o pouco tempo que teve para sentir a plenitude de sua existência, deixou obras memoráveis para posteridade, alcançando uma fama que com certeza nunca pensou ser possível
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Audiard é fantástico com sua câmera crua e sempre em movimento. Em tom documental ele nos apresenta aquela realidade de forma orgânica e natural. Brincando com os elementos, como visão, audição e mesmo as diferentes línguas de seus personagens, mergulhamos diretamente dentro do filme, acompanhando passo a passo a evolução da trama.
Com reviravoltas incríveis e cenas de uma crueza impar, “O Profeta” marca presença entre os grandes filmes de criminosos, mas com o característico tom realista das obras européias dignas de nota. Em certa cena, Malik elimina um adversário com apenas uma lamina de barbear. Um fundo corte na veia carótida do pescoço do homem faz com que seu sangue se perca rapidamente. Após a execução, o fantasma do morto acompanha Malik de forma silenciosa, um fantasma que no final acaba se tornando seu único amigo de verdade. A voz do inconsciente de um profeta do crime é também a loucura necessária para a sobrevivência de um ser humano dentro de um sistema ironicamente sem leis.